Publicado por: ernestomm | agosto 25, 2009

GRAND FINALE DE BH AO RIO

E foi descendo a BR-040 entre Carrancas e o Rio de Janeiro que eu pude realizar um antigo sonho. Nas últimas três vezes que passei por ali, ao ler a placa “Petrópolis”, eu sempre torcia para dar na telha do condutor dele virar ali para eu conhecer essa famosa cidade histórica. Como dessa vez o motorista era eu mesmo, dei a seta e fomos lá conhecê-la. (Ok, confesso que não foi bem assim. Como vocês bem me conhecem, passar por lá já estava na minha planilha de Excel).

"Eu quero uma casa no campo..." - cantava D. Pedro II

Museu Imperial, check (x)

Apesar de ver o que eu não esperava, pois Petrópolis é grande, cheia de gente na rua carregando sacolas e com um trânsito caótico, também pude visitar as atrações que habitavam o meu imaginário: Museu Imperial, Catedral de São Pedro de Alcântara, Palácio de Cristal e Casa de Santos Dumont. E foi nesse último passeio que eu agradeci a vida por ter bons amigos, afinal a causa do suicídio do “pai da aviação” deve ter sido as longas horas solitárias que o homem passava ali, apenas com seus pensamentos. Tudo bem que eles resultaram na invenção do avião, da escada enxuta e do primeiro chuveiro aquecido no Brasil, mas, talvez, pensar demais faça mal.

Como funciona essa geringonça? Albertinho sabia...

Como funciona essa geringonça? Albertinho sabia...

Mas quando envolve uma decisão, pensar faz bem. Levar um gringo para o Rio, por exemplo, é como almoçar em rodízio de churrascaria. Sempre rola aquela dúvida do que colocar no prato e qual a quantidade certa. Cinco horas de praia em Copacabana? Humm, indigestão na certa. Baile funk na quadra do Salgueiro? É, acho que é passar do ponto… Para não azedar a relação de alguém que estava indo pela primeira vez e de alguém que já conhece o Rio pra burro, resolvi colocar no prato opções leves, mas com o tempero certo. Dessa forma, vai aí uma sugestão de cardápio de 4 dias para levar estrangeiro para o Rio de Janeiro. Bon appétit!

ENTRADA (quinta-feira): Salada verde e coquetel tropical (daqueles com sombrinha na borda)

Passamos a tarde na famosa Prainha (ótima, sem congestionamentos típicos da época de verão) e outras praias nos arredores, com mirantes de dar água na boca. A volta é um deleite de sensações: estradinha a beira-mar, Barra da Tijuca, túnel da Rocinha… À noite, andamos no calçadão de Copacabana e fomos dormir.

PRIMEIRO PRATO (sexta-feira): Tradicional arroz com feijão, farofa e legumes, acompanhado de cerveja

Uai, e eu não te conheço?

Uai, e eu não te conheço?

Levantamos cedo para subir ao Cristo Redentor (com um empurrãozinho da minha prima Ana Luiza), dali fomos para o Centro Histórico. Chegamos ao Paço Imperial, passamos pela Travessa do Comércio e a Rua do Ouvidor até a Candelária. De lá, fomos almoçar no simpático restaurante Cedro do Líbano, bem no meio da confusão dos camelôs. No caminho de ida e de volta (até a Confeitaria Colombo) ouvimos a impagável rádio Saara que anuncia as ofertas do dia. Depois de um cafezinho très chic, refinamos o passeio com uma ida ao Museu Nacional de Belas Artes. Já no fim da tarde, sentamos no Amarelinho para tomar um chope, na Cinelândia, com os olhos virados para o Theatro Municipal. À noite, fomos curtir a Lapa. Por sorte, o bar escolhido da vez – o Democráticos – tinha na sua programação uma apresentação da banda Mulheres de Chico e bem no dia do aniversário de 65 anos do rapaz de olhos verdes, que continua a encantar senhoras e moçoilas por aí…

SEGUNDO PRATO (sábado): Bife à milanesa e caipirinha

Não dá pra ir com tanta sede ao pote no segundo prato, portanto passamos o dia estirados nas areias de Ipanema. Com a companhia da Mariana (que me cobrou este post), tive o prazer de ver o Cedric experimentar seu primeiro açaí. Depois do exótico appetizer, fiz para eles minha famosa massa com molho de cenouras. Quem aí já a conhece? Resolvemos terminar a noite com um outro clássico: gandaiar no Rio Scenarium.

SOBREMESA (domingo): Frutas da estação

Tem coisa melhor do que deixar a cereja do bolo para o último pedaço? Então fomos nós no nosso último dia de Rio nos dependurar no bondinho até Santa Tereza. Almoçamos no Bar do Mineiro e depois de um rolêzinho pelo bairro, descemos até os Arcos da Lapa pela escada Selarón. O  fim da tarde nos levou para dar uma voltinha pela Lagoa Rodrigo de Freitas e uma caminhada de volta a Ipanema, passando pelo Leblon. Afinal, o Rio não é o Rio sem o cenário das telenovelas do Manoel Carlos 😉

Quem disse que esperar mesa vagar é chato?

Quem disse que esperar mesa vagar é chato?

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