Publicado por: ernestomm | maio 1, 2009

TO CAMP OR NOT TO CAMP

Eis a dúvida que rondou minha cabeça alguns dias atrás. Não tenho experiência na área (livre) de hospedagem. Eu já acampei apenas uma vez e há muito tempo, lá pelos 9, 10 anos, com o grupo de escoteiros de Ouro Preto. YES! Eu já fui um desses que me sentia enturmado cada vez que retribuía um “sempre alerta” de um colega. Quem nunca precisou de uma atividade para enturmar? Umas crianças jogaram futebol ou outro esporte depois da escola, outras apelaram para o catecismo e algumas (essas muito das desesperadas) mancharam para sempre o seu passado fazendo aulas de jazz.

Fato é que depois de acampar na Lapinha (vilarejo do município de Santana do Riacho, no Parque Nacional da Serra do Cipó – MG) tive que ligar pra turma que me fez inúmeros convites de acampar na adolescência para me desculpar das minhas recusas. Sorry Ágatha, Sussu, Bela, Pedro, Celinho, Renata… Agora eu sei o que eu estava perdendo. Se bem que tudo nessa vida, até na vida outdoors tem o seu lado ruim. Acampar perto de farofeiros ouvindo heavy metal, que entre um “Oh Raienny, eu quero o meu ovo!” ou “Chupa que é de uva, Iohanathan!” não é nada agradável.

Graças à Deus (ou à ausência das mineradoras ali) a paisagem breathtaking da represa, dos picos e cachoeiras estavam lá para contrabalançear o auê next door. Num lugar desses não é só a vista da gente que é presenteada. Comer comida caseira é um presente para o paladar acostumado ao fast food. Conversar com Seu Juquinha, os outros moradores nativos e bons amigos along the way de uma trilha de 2 horas é um deleite para o coração. Dançar o batuque, uma forma de paquera local que nada mais é do que escolher o(a) parceiro(a) pelo movimento do seu corpo, é agradar aos ouvidos, à mente, às mãos que batem palmas ao mesmo tempo em que os pés batem no chão. Uma maravilha de sensação, um must. Pena que dura só um feriado. Quem sabe no próximo não estou de volta lá?

“To be or not to be” back, baby, is no longer a doubt.

Maravilhados com o que vimos foto: Rodrigo Calumby

Maravilhados com a vista foto: Rodrigo Calumby

Picos, represa e mato foto: Rodrigo Calumby

Os picos e a represa foto: Rodrigo Calumby

A vista de cima foto: João Gustavo Soares

A vista de cima foto: João Gustavo Soares

Pinturas foto: João Gustavo Soares

Pinturas foto: João Gustavo Soares

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Responses

  1. Bem legal o texto, e o lugar que vcs acamparam! E as fotos do Calumby ficaram muito boas, tb! Manda os parabéns pra ele…

    Tenho curiosidade para acampar. É algo que nunca fiz, mas que imagino que seja legal…
    Como vc bem disse, essas coisas boas duram somente um feriado… Hehehe… Uma pena.

    Abraços!

  2. Pois é , grande lapinha, uma ótima surpresa. Que bom que seus conhecimentos de escoteiro nos propiciaram algumas regalias como um café da manhã continental e técnicas de sobrevivência na mata hehe. Que venha a travessia, outro roteiro que merece um post.

    Abs


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