Publicado por: ernestomm | agosto 25, 2009

GRAND FINALE DE BH AO RIO

E foi descendo a BR-040 entre Carrancas e o Rio de Janeiro que eu pude realizar um antigo sonho. Nas últimas três vezes que passei por ali, ao ler a placa “Petrópolis”, eu sempre torcia para dar na telha do condutor dele virar ali para eu conhecer essa famosa cidade histórica. Como dessa vez o motorista era eu mesmo, dei a seta e fomos lá conhecê-la. (Ok, confesso que não foi bem assim. Como vocês bem me conhecem, passar por lá já estava na minha planilha de Excel).

"Eu quero uma casa no campo..." - cantava D. Pedro II

Museu Imperial, check (x)

Apesar de ver o que eu não esperava, pois Petrópolis é grande, cheia de gente na rua carregando sacolas e com um trânsito caótico, também pude visitar as atrações que habitavam o meu imaginário: Museu Imperial, Catedral de São Pedro de Alcântara, Palácio de Cristal e Casa de Santos Dumont. E foi nesse último passeio que eu agradeci a vida por ter bons amigos, afinal a causa do suicídio do “pai da aviação” deve ter sido as longas horas solitárias que o homem passava ali, apenas com seus pensamentos. Tudo bem que eles resultaram na invenção do avião, da escada enxuta e do primeiro chuveiro aquecido no Brasil, mas, talvez, pensar demais faça mal.

Como funciona essa geringonça? Albertinho sabia...

Como funciona essa geringonça? Albertinho sabia...

Mas quando envolve uma decisão, pensar faz bem. Levar um gringo para o Rio, por exemplo, é como almoçar em rodízio de churrascaria. Sempre rola aquela dúvida do que colocar no prato e qual a quantidade certa. Cinco horas de praia em Copacabana? Humm, indigestão na certa. Baile funk na quadra do Salgueiro? É, acho que é passar do ponto… Para não azedar a relação de alguém que estava indo pela primeira vez e de alguém que já conhece o Rio pra burro, resolvi colocar no prato opções leves, mas com o tempero certo. Dessa forma, vai aí uma sugestão de cardápio de 4 dias para levar estrangeiro para o Rio de Janeiro. Bon appétit!

ENTRADA (quinta-feira): Salada verde e coquetel tropical (daqueles com sombrinha na borda)

Passamos a tarde na famosa Prainha (ótima, sem congestionamentos típicos da época de verão) e outras praias nos arredores, com mirantes de dar água na boca. A volta é um deleite de sensações: estradinha a beira-mar, Barra da Tijuca, túnel da Rocinha… À noite, andamos no calçadão de Copacabana e fomos dormir.

PRIMEIRO PRATO (sexta-feira): Tradicional arroz com feijão, farofa e legumes, acompanhado de cerveja

Uai, e eu não te conheço?

Uai, e eu não te conheço?

Levantamos cedo para subir ao Cristo Redentor (com um empurrãozinho da minha prima Ana Luiza), dali fomos para o Centro Histórico. Chegamos ao Paço Imperial, passamos pela Travessa do Comércio e a Rua do Ouvidor até a Candelária. De lá, fomos almoçar no simpático restaurante Cedro do Líbano, bem no meio da confusão dos camelôs. No caminho de ida e de volta (até a Confeitaria Colombo) ouvimos a impagável rádio Saara que anuncia as ofertas do dia. Depois de um cafezinho très chic, refinamos o passeio com uma ida ao Museu Nacional de Belas Artes. Já no fim da tarde, sentamos no Amarelinho para tomar um chope, na Cinelândia, com os olhos virados para o Theatro Municipal. À noite, fomos curtir a Lapa. Por sorte, o bar escolhido da vez – o Democráticos – tinha na sua programação uma apresentação da banda Mulheres de Chico e bem no dia do aniversário de 65 anos do rapaz de olhos verdes, que continua a encantar senhoras e moçoilas por aí…

SEGUNDO PRATO (sábado): Bife à milanesa e caipirinha

Não dá pra ir com tanta sede ao pote no segundo prato, portanto passamos o dia estirados nas areias de Ipanema. Com a companhia da Mariana (que me cobrou este post), tive o prazer de ver o Cedric experimentar seu primeiro açaí. Depois do exótico appetizer, fiz para eles minha famosa massa com molho de cenouras. Quem aí já a conhece? Resolvemos terminar a noite com um outro clássico: gandaiar no Rio Scenarium.

SOBREMESA (domingo): Frutas da estação

Tem coisa melhor do que deixar a cereja do bolo para o último pedaço? Então fomos nós no nosso último dia de Rio nos dependurar no bondinho até Santa Tereza. Almoçamos no Bar do Mineiro e depois de um rolêzinho pelo bairro, descemos até os Arcos da Lapa pela escada Selarón. O  fim da tarde nos levou para dar uma voltinha pela Lagoa Rodrigo de Freitas e uma caminhada de volta a Ipanema, passando pelo Leblon. Afinal, o Rio não é o Rio sem o cenário das telenovelas do Manoel Carlos 😉

Quem disse que esperar mesa vagar é chato?

Quem disse que esperar mesa vagar é chato?

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Publicado por: ernestomm | agosto 4, 2009

O MEIO DE BH AO RIO

Pois então…

Nosso destino para os 4 dias do feriado de Corpus Christi era Carrancas, no sul do Estado. Então nada melhor do que tomar a estrada que liga Ouro Preto a Ouro Branco, uma das partes mais bonitas da Estrada Real. Pelo caminho, muita coisa bonita.

Depois de ver e ouvir falar tanto do mestre Aleijadinho por todo canto de Ouro Preto, não houve escapatória, senão levar o turista para conhecer a obra-prima do escultor. A encantadora Basílica do Senhor Bom Jesus de Matosinhos, em Congonhas, é parada obrigatória para alguém entender como a arte e a religião se davam no Brasil do século XVIII. O mais impressionante é ver na sua frente, do lado, acima, atrás (afinal estão todos eles espalhados na escadaria da igreja) o que o artista fez quando estava na fase roots da lepra.

Um dos 12 profetas esculpidos pelo já aleijado Aleijadinho

Um dos 12 profetas esculpidos pelo já aleijado Aleijadinho

Histórias de terror à parte, era hora de seguir viagem para Carrancas, a cidade mineira das 1001 cachoeiras. Tudo bem, lá não tem isso tudo, mas tem cerca de 50 quedas espalhadas nos arredores. Lá encontramos com o resto da turma: Tati, Débora, Sio, Tatá, Marinas (Lanza, Utsch e Daldegan) e outros dois estrangeiros, o alemão Dennis e o italianíssimo Furio. Faltou mais alguém? Sim, o pequeno Yuri: molequinho de dois anos que teve que subir, descer barranco, entrar nas cachoeiras e acompanhar o grupo a toda hora. Menos nas noites de queijos, vinhos, cachaças, forró-para-estrangeiros e comida “da mama” que fizemos no nosso aconchegante chalé com fogão a lenha. Enquanto isso ele dormia, talvez sonhando com as aventuras que tinha vivido durante o dia.

Depois que foram todos embora para Belo Horizonte no domingo, os dois viajantes foram conhecer a tal da “Racha da Zilda”, um cânion estreito com a formação de um buraco no meio. Coisa que o Yury, nessa idade, não pode nem sonhar em ver. Afinal, são mais de 2 horas de caminhada até chegar lá, depois de 1 hora de carro. As imagens, que eu não devia postar aqui, são dignas de estampar as capas da Playboy ou da Hustler. A piada mais comum que se ouve na cidade é que para entrar na Racha da Zilda é preciso levar um vinho e ter uma boa conversa. Depois, entra-se à vontade. Parátimpunch (barulho de bateria no fim de uma piada, geralmente ruim).

Vem, vem, você sabe o que é carinho? - perguntou a racha lá de longe

Vem, você sabe o que é carinho? - perguntou a racha lá de longe

Publicado por: ernestomm | julho 21, 2009

A PRIMEIRA PARTE DE BH AO RIO

Finalmente chegou a hora de contar da minha viagem de junho. Resolvi eu mesmo entrar no clima do ano da França no Brasil e acompanhar um amigo francês na sua primeira visita à América do Sul. O roteiro de duas semanas começou por Belo Horizonte, a cidade onde passei minha adolescência e os anos universitários de idas e voltas diárias ao campus da UFMG, na Pampulha, e saídas esporádicas de fins de semana a tudo quanto é bar na capital dos botecos.

O complexo arquitetônico da Pampulha e o bairro de Sta Tereza foram o foco da visita, já que os conheço como a palma da minha mão. Para mim, esses locais são mais clássicos que as partidas entre Atlético e Cruzeiro, pois os dois representam o que há de mais belo na cidade do horizonte: a arquitetura modernista e os traços ora retos, ora curvos que se formam no trajeto entre um bar e outro do bairro mais tradicional da cidade. Fiz questão de mostrar também ao meu amigo visitante a razão do nome Belo Horizonte. A melhor carta na manga para provar isso é o bar Sky, localizado na torre AltaVila.

A prova do horizonte há 101 metros de altura

A prova do horizonte a 101 metros de altura

É uma pena que o local não seja aproveitado pelos próprios moradores, que perdem a chance de fazer um programa diferente e de poder desfrutar de uma vista espetacular, apaixonante, com hora certa para descer dali com as melhores fotografias.

Cliques entre às cinco da tarde e às sete da noite

Cliques entre às cinco da tarde e às sete da noite

No dia seguinte saímos de BH para seguir pelo túnel do tempo que nos levou de volta a Ouro Preto, onde vivi toda minha infância. O bacana é que o acompanhante faz jus à sua condição e também volta ao passado para a época do Ciclo do Ouro no Brasil. Mas antes de chegar lá, fica aqui a dica. Se o turista que te acompanha não conhece ou não tem tempo de visitar o Brasil inteiro, uma saída para essa solução é levá-lo ao Museu das Reduções, no distrito de Amarantina. Fica no meio do caminho entre a capital e a cidade histórica e vale cada minuto. As réplicas dos edifícios históricos e modernos de vários estados brasileiros foram construídas no maior capricho e são bem fiéis aos modelos originais.

Quem é jornalista, mineiro, ex-morador da cidade ou tudo isso junto, não tem como não se sentir uma enciclopédia ambulante (às vezes falante demais) que sobe e desce ladeiras, explicando o que foi a Inconfidência Mineira e quem foi Tiradentes para o visitante estrangeiro. É tanta informação que depois de ter explicado o que são as namoradeiras – esculturas de mulheres debruçadas nas janelas – não me assustei ao ouvir um “Ernesto, espera aí que eu vou tirar uma foto das miradentes…”

Cedric, Ernesto e cenas do próximo post...

Cedric, Ernesto e cenas do próximo post...

Publicado por: ernestomm | julho 3, 2009

BEAT IT, MICHAEL

Uma das expressões que aprendi logo que cheguei nos EUA em 2005 foi beat it, ou seja, cai fora! Antes disso eu sempre a cantava na canção do saudoso MJ, mas meio que, sem saber o que era exatamente, sabe? Há uma semana foi a vez desse mundo dizer beat it pro nosso queridinho, ainda que eu me recuse a acreditar que ele se foi. Se Elvis não morreu, Michael não morrerá tão fácil assim. No máximo virou lobisomem e está a assustar mocinhas que insistem em passar do lado do cemitério na hora de ir pra casa sozinhas nas noites escuras de verão das sextas-feiras 13. Ufa!

Essa lenga lenga toda foi para que todos esquecessem que há anos não escrevo por aqui. Espero logo poder levar vocês à última viagem que fiz no mês de junho. Aguardem…

Fica então minha homenagem ao rei do pop, rock e soul e também do freak e do bizarre. Alguém que soube fazer da sua décadance sua élégance.  Ou seria o contrário?!

Michael Jackson e Bubbles: Vida eterna ao Rei Sol e sua bolha

Michael Jackson e Bubbles: vida eterna ao Rei Sol e sua bolha de brinquedo

Obs.: Tirei a foto acima durante minha visita ao Palácio de Versalhes quando estava rolando a exposição do Jeff Koons

Publicado por: ernestomm | maio 1, 2009

TO CAMP OR NOT TO CAMP

Eis a dúvida que rondou minha cabeça alguns dias atrás. Não tenho experiência na área (livre) de hospedagem. Eu já acampei apenas uma vez e há muito tempo, lá pelos 9, 10 anos, com o grupo de escoteiros de Ouro Preto. YES! Eu já fui um desses que me sentia enturmado cada vez que retribuía um “sempre alerta” de um colega. Quem nunca precisou de uma atividade para enturmar? Umas crianças jogaram futebol ou outro esporte depois da escola, outras apelaram para o catecismo e algumas (essas muito das desesperadas) mancharam para sempre o seu passado fazendo aulas de jazz.

Fato é que depois de acampar na Lapinha (vilarejo do município de Santana do Riacho, no Parque Nacional da Serra do Cipó – MG) tive que ligar pra turma que me fez inúmeros convites de acampar na adolescência para me desculpar das minhas recusas. Sorry Ágatha, Sussu, Bela, Pedro, Celinho, Renata… Agora eu sei o que eu estava perdendo. Se bem que tudo nessa vida, até na vida outdoors tem o seu lado ruim. Acampar perto de farofeiros ouvindo heavy metal, que entre um “Oh Raienny, eu quero o meu ovo!” ou “Chupa que é de uva, Iohanathan!” não é nada agradável.

Graças à Deus (ou à ausência das mineradoras ali) a paisagem breathtaking da represa, dos picos e cachoeiras estavam lá para contrabalançear o auê next door. Num lugar desses não é só a vista da gente que é presenteada. Comer comida caseira é um presente para o paladar acostumado ao fast food. Conversar com Seu Juquinha, os outros moradores nativos e bons amigos along the way de uma trilha de 2 horas é um deleite para o coração. Dançar o batuque, uma forma de paquera local que nada mais é do que escolher o(a) parceiro(a) pelo movimento do seu corpo, é agradar aos ouvidos, à mente, às mãos que batem palmas ao mesmo tempo em que os pés batem no chão. Uma maravilha de sensação, um must. Pena que dura só um feriado. Quem sabe no próximo não estou de volta lá?

“To be or not to be” back, baby, is no longer a doubt.

Maravilhados com o que vimos foto: Rodrigo Calumby

Maravilhados com a vista foto: Rodrigo Calumby

Picos, represa e mato foto: Rodrigo Calumby

Os picos e a represa foto: Rodrigo Calumby

A vista de cima foto: João Gustavo Soares

A vista de cima foto: João Gustavo Soares

Pinturas foto: João Gustavo Soares

Pinturas foto: João Gustavo Soares

Publicado por: ernestomm | abril 29, 2009

“O PALACETE DE MARIA ANTONIETA” NO AR

Foi para o ar esta semana, na página do Viaje Aqui, a última reportagem da série “Europa”. Versalhes, na França, foi o local explorado por alguém aqui que adora contar uma história. E não há lugar melhor do que o Palácio de Versalhes para explorar a História daquele país. Quem assistir ao vídeo vai ficar sabendo um pouco mais da vida da última rainha da França, ou melhor, de como era a vida dela no Petit Trianon. O palacete fica na imensa propriedade do Chatêau de Versailles e foi reaberto ao público quando eu estive lá, em Outubro de 2008.

Elis Regina gostaria de ter essa casa de campo

Elis Regina gostaria de ter essa casa de campo

Desta vez, reservei uma bela de uma surpresa na trilha sonora. Não sei se vocês já repararam, mas as músicas que servem como pano de fundo para minhas reportagens sempre têm a ver com a história ali contada. Gosto de usar nelas artistas que ando ouvindo ultimamente ou que eu já ouvi muito, até antes mesmo de ser repórter. Beatles, Pato Fu e M People são exemplos disso. Mas foi uma tal de Isabela Lages que conheci na minha infância/adolescência quem me inspirou na hora de mostrar para vocês a morada da rainha fashion Maria Antonieta.

Imagine ela deitada nessa cama cantando: Oh, mon amour, il ne faut pas me laisser…

Posso imaginar a Bela aqui também...

Posso imaginar a Bela aqui também...

Bela canta num trio que interpreta e compõe músicas francesas, o Suite. A melodia romântica de Je Rêve Encore, que eu coloquei na trilha, foi retirada do MP3 que ela me passou por email para que eu a ouvisse cantar. Essa música é originalmente de um grupo bacanérrimo, o Paris Combo, que tenho escutado recentemente. A musa da nouvelle vague, Brigitte Bardot, e músicas-tema de filmes legais, como Belleville Rendez-vous, da animação As Bicicletas de Belleville, estão no repertório do show do Suite. Quando fui vê-los tocar pela primeira vez, mal pude acreditar quando ouvi a música Tout Doucement, da cantora Feist, sendo interpretada por eles. É que ela está na trilha sonora do primeiro vídeo da série, o Paris Em Duas Rodas, que eu usei antes mesmo de ver Isabela cantá-la no show. Ao ouví-la minha amiga Cecília comentou na platéia: “Eu já ouvi essa música em algum lugar…” Foi quando minha outra amiga, a Camilla, lembrou: “Já sei! Foi no vídeo do Ernesto”. Pronto, virei referência =) Depois dessa história, não tinha como o Suite não entrar numa das minhas trilhas sonoras.

Publicado por: ernestomm | abril 24, 2009

“ROTA DA CERVEJA” NO AR

Nunca fui bom de Matemática. Portanto sempre sofro na hora de pagar a conta do bar. E não adianta recorrer aos amigos da roda (em sua maioria, jornalistas, publicitários e designers) que também não sabem fazer contas. Graças aos céus, Nokias, LGs e Motorolas, as calculadoras passaram a integrar nossos celulares. Só que eu descobri na minha viagem à Europa que o que atrapalha na hora de fazer a conta não é o diploma de Humanas. É o efeito da cerveja  mesmo! Ninguém se atrapalha tanto na hora de dividir momentos, afeto ou comida, sem os drinks, claro.

Para chegar a esse fato (um pouco óbvio) foi preciso rodar cinco cidades em busca das curiosidades dos cinco países europeus mais famosos pelas suas cervejas. No fim das contas, pude averiguar a necessidade de registrar de alguma forma o que tinha tomado para que ninguém pensasse que eu peguei um avião até lá só para me divertir. O resultado? Uma reportagem super profissional. Afinal, um amador não serve para falar de cerveja. Pergunte ao garçom. Ele vai dizer que não serve…

Na Bélgica, Edvan Coutinho, jornalista de Belém do Pará, foi quem me instruiu sobre uns 5% de todas as marcas de cervejas belgas. Agora, vá por mim. Nesse caso, essa porcentagem já é muita coisa. Se me lembro bem, as que mais gostei foram a Leffe e a Hoegaarden. Haja banheiro para tantas provas de marcas de cerveja belga. Aliás, no vídeo, fica claro o porquê do Manneken Pis ser o símbolo nacional da Bélgica.

4 Portland Street, o endereço de uma época

4 Portland Street, o endereço de uma época

De volta à cidade onde morei com minha família aos 12 anos de idade, em Nottingham, na Inglaterra, realizei um sonho de, finalmente, poder entrar no pub mais antigo da Inglaterra (quiçá do mundo!). E eu estava lá na melhor companhia, do meu “irmão” inglês Joseph Oakeshott que, mesmo impaciente com as gravações, atendeu direitinho aos pedidos do brother cameraman. Salve, Zezé!

Continuando no papo “família”, eu já posso dizer aos meus netos que cheguei a conhecer a Amsterdã dos smart shops (lojas onde era permitida a venda de cogumelos alucinógenos até 1 de Dezembro do ano passado). Está fora de cogitação aqui, qualquer um de vocês me condenarem pelo meu futuro comportamento como avô, combinado? Ao invés de explorar os clichês da Holanda – sexo, drogas e canais fluviais – quis descobrir um lugar onde se toma apenas cervejas holandesas. Lá, o mercado está inundado de marcas belgas. Levei comigo então o par de vasos mais florido daquela cidade para experimentar as cervejas artesanais made in holand.

Não são parecidas essas duas?

Anne Maaike e Gertie: um belo par de vasos

A Alemanha dos canecões e alemães eufóricos de suspensórios também ficaram de fora. Em Colônia não tem nada disso. O que encontrei foi um amigo tímido, porém muito disposto a agradar o seu hóspede. Dennis Kremer mandou bem em frente às câmeras mesmo de pé, na frente do povão todo. Meu medo era que como um bom jornalista, ele também não saberia fazer contas e não seria grande ajuda para guardar quantos copinhos de Kölsch bier eu iria tomar. Já o orçamento apertado de reais convertidos em euros deu a conta do recado. Ufa! E que pena…

Realmente ainda não descobri o que um homem fazia em cima de uma imensa bola dourada em Salzburgo, minha última parada do tour da cerveja. A escultura permanece ainda indecifrada. Ainda bem que estava na companhia de duas figuras com bom senso de humor. “Deve ser um dos irmãos Baldwin”. Ball, Baldwin… sacaram? Nada melhor do que entender o humor de um estrangeiro e conseguir se comunicar através de piadas. Com meus amigos austríacos Thomas Wall e Gregoir Graf é assim. E nada como uma mesa de bar e uma boa cerveja austríaca (feita com a mais pura água dos Alpes) para brindar a nossa amizade.

Prost!

Prost!

Não há nada mais a dizer. A não ser o que eu falo no fim da reportagem. Espero que um dia vocês possam fazer este mesmo roteiro das 5 cidades e 5 países tomando cerveja. Eu sei que muitos aí vão querer.

Publicado por: ernestomm | março 15, 2009

“MILÃO, SEMPRE NA MODA” NO AR

Após as bicicletas da belle ville Paris, as ruas de Milão serviram de inspiração para meu próximo vídeo, na página do Viaje Aqui. Quem nos leva por essa “voltinha pela cidade” – no melhor sotaque mineiro que a capital fashion da Europa já (ou)viu, é a jornalista e ex-colega de Faculdade, Marcela Carvalho.

Ainda bem que não acabou em pizza

Ainda bem que não acabou em pizza

Minha passagem pela Itália (em Novembro de 2008) e um pouco da personalidade da Marcelinha já foram ditas aqui. Ficou faltando contar agora o porquê da minha alegria em publicar esse vídeo. Queria, portanto, levar vocês ao passado, na época em que era repórter de um quadro de curiosidades na TV Universitária de Belo Horizonte – o “E aí, UFMG?“. Após a minha contribuição, ficou nas mãos dela a chance de entreter, informar e dar a sua cara para o programa. Me lembro que uma de suas reportagens parou a redação da TV UFMG. Estávamos ávidos para ver o que ela tinha aprontado nas ruas de BH, em mais uma das suas engraçadas matérias.

Desde então, havia essa vontade de fazermos algo juntos. Mas como, se ela estava ocupada com seus estudos sobre moda e eu cheio de lugares para conhecer? O resultado está aí. Parabéns pelo trabalho e obrigado pelo seu tempo, Marcela.

Publicado por: ernestomm | março 12, 2009

“PARIS EM DUAS RODAS” NO AR

Lembram quando tive um acidente de moto em Paris e publiquei esse post aqui? Pois eu tinha acabado de fazer as imagens para a reportagem que vocês podem assistir agora no Viaje Aqui, sob o título de Paris Em Duas Rodas. Foi bom ter sobrevivido para publicar no site, nas próximas semanas, uma série de vídeos que eu trouxe comigo na bagagem da Europa.

Paris em 2 rodas, compras em Milão, cervejas locais de 5 países europeus e aposentos da Maria Antonieta em Versalhes são os temas dessa “série”. Espero que gostem pois fiz com toda a empolgação Ernesto-de-editar-vídeos. Se preparem para ver aquelas cenas engraçadas, o texto brincalhão e trilhas, muitas trilhas…

Peço que comentem, seja aqui ou no Faleaqui, da Editora Abril, para que eu possa continuar empolgado com esse trabalho que gosto tanto de fazer. Maxime Martin, que contribuiu imensamente com esse trabalho fez a parte dele:

First, GOOD JOB Ernesto !!!
And now, everybody knows that I started a new bizness .. The Paris Scooter Tour !

See ya
Max

É isso aí! “Bouger, bouger…”

Ernesto em duas rodas, por Maxime Martin

Ernesto em duas rodas, por Maxime Martin

Publicado por: ernestomm | março 3, 2009

CARNAVAL DE RUA… EM CASA

Adoro o Carnaval. E Carnaval pra mim tem que ser fantasiado, na rua e no meio do bloco. Sempre brinquei, pulei e dansei o Carnaval. Mesmo nos meus primeiros anos de vida eu já ia pra rua nas cidades históricas de Minas Gerais: São João Del Rey, Mariana e Ouro Preto.

Ouro Preto, inclusive, foi onde mais passei Carnavais na minha vida: com certeza, mais de 10! Bloco da Cobra, do Caixão, Bandalheira e Zé Pereira – eu estava lá! Tapei o nariz ao passar pela Rua das Escadinhas, presenciei o surgimento da polêmica Janela Erótica e ouvi, infelizmente, funk carioca saindo das caixas de som da Rua São José.

"Esquenta" no caminho para Diamantina

"Esquenta" no caminho para Diamantina

Nos tempos da Faculdade, fui 4 vezes a Diamantina com os colegas. Essa outra cidade histórica mineira, possui um importante diferencial da festa em Ouro Preto – a música ao vivo. Essa foi a época de alugar casas bem menores do que o prometido pelo telefone, de ficar sem tomar banho (por causa da falta d`água), de inventar passinhos e gírias que só duravam durante o Carnaval. De sair às 19h pra ver a Batcaverna e voltar ao meio-dia depois da derradeira da Bartucada, muitas vezes, quando sobrava pique, rolava ainda uma esticadinha no Bar do Titi até às 14h.

Quem disse que Carlinhos Brown só aparece no Carnaval em Salvador?

Quem disse que Carlinhos Brown só aparece no Carnaval de Salvador?

Vejo tudo isso que passei como um ensaio para o Carnaval de 2007, que comemorou os 100 anos do frevo em Olinda e Recife. Sem dúvida, o melhor e o pior Carnaval de todos os tempos. O pior, porque a situação humana era, digamos, deplorável. A casa tinha 3 quartos para 40 pessoas. O banho era no posto de gasolina (porque o da casa, eu nem te conto…) O melhor, porque eu nunca tinha visto antes um Carnaval tão animado, cultural e democrático, onde não é preciso pagar por uma área VIP (very idiotic people) para se divertir. Fora que lá se escuta todo tipo de som, do maracatu ao rock. Basta escolher.

Em 2008, fui obrigado a passar Carnaval em São Paulo. Pânico, terror e aflição! “Pois se os paulistas invadem Ouro Preto, Diamantina e Olinda no Carnaval, só pode ser porque não tem nada aqui” pensei. Granças ao Bom Senhor dos Foliões Exilados, fui salvo pela Confraria do Pasmado, que sai na Vila Madalena e pelos amigos do Curso Abril de Jornalismo, que estavam na mesma situação que eu.

Se a gente não vai ao Carnaval... ele vem à redação

Se a gente não vai ao Carnaval... ele vem à redação

Para quem não abre mão de um Carnaval, deixar de ter um é o fim. Em 1995, a Inglaterra me impediu de ter a minha farra anual. Este ano, não sei bem o que me aconteceu, mas fiquei sem meu saudoso Carnaval de rua. Prefeiro acreditar que fui “punido”, nos últimos 2 anos, pelo Carnaval maravilhoso que tive em 2007. Até que aproveitei bastante o fim de semana que passei no Guarujá, ao lado de amigos muito queridos. Mas não posso deixar de dizer, ou melhor, cantar: “Carvaval é Carnaval…”

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