Pois então…
Nosso destino para os 4 dias do feriado de Corpus Christi era Carrancas, no sul do Estado. Então nada melhor do que tomar a estrada que liga Ouro Preto a Ouro Branco, uma das partes mais bonitas da Estrada Real. Pelo caminho, muita coisa bonita.
Depois de ver e ouvir falar tanto do mestre Aleijadinho por todo canto de Ouro Preto, não houve escapatória, senão levar o turista para conhecer a obra-prima do escultor. A encantadora Basílica do Senhor Bom Jesus de Matosinhos, em Congonhas, é parada obrigatória para alguém entender como a arte e a religião se davam no Brasil do século XVIII. O mais impressionante é ver na sua frente, do lado, acima, atrás (afinal estão todos eles espalhados na escadaria da igreja) o que o artista fez quando estava na fase roots da lepra.

Um dos 12 profetas esculpidos pelo já aleijado Aleijadinho
Histórias de terror à parte, era hora de seguir viagem para Carrancas, a cidade mineira das 1001 cachoeiras. Tudo bem, lá não tem isso tudo, mas tem cerca de 50 quedas espalhadas nos arredores. Lá encontramos com o resto da turma: Tati, Débora, Sio, Tatá, Marinas (Lanza, Utsch e Daldegan) e outros dois estrangeiros, o alemão Dennis e o italianíssimo Furio. Faltou mais alguém? Sim, o pequeno Yuri: molequinho de dois anos que teve que subir, descer barranco, entrar nas cachoeiras e acompanhar o grupo a toda hora. Menos nas noites de queijos, vinhos, cachaças, forró-para-estrangeiros e comida “da mama” que fizemos no nosso aconchegante chalé com fogão a lenha. Enquanto isso ele dormia, talvez sonhando com as aventuras que tinha vivido durante o dia.
Depois que foram todos embora para Belo Horizonte no domingo, os dois viajantes foram conhecer a tal da “Racha da Zilda”, um cânion estreito com a formação de um buraco no meio. Coisa que o Yury, nessa idade, não pode nem sonhar em ver. Afinal, são mais de 2 horas de caminhada até chegar lá, depois de 1 hora de carro. As imagens, que eu não devia postar aqui, são dignas de estampar as capas da Playboy ou da Hustler. A piada mais comum que se ouve na cidade é que para entrar na Racha da Zilda é preciso levar um vinho e ter uma boa conversa. Depois, entra-se à vontade. Parátimpunch (barulho de bateria no fim de uma piada, geralmente ruim).

Vem, você sabe o que é carinho? - perguntou a racha lá de longe
Ernest! vc acredita que eu nunca fui pra Minas? Quem sabe com um pouco de organização (e algumas dicas suas) eu não organizo um roteiro pra levar meu portuga pra conhecer essas cachoeiras?
beijos!!!
Por: Larissa em agosto 6, 2009
às 1:39 pm
Ajuda garantida! Ele vai amar (você também!). Fiquei numa pousada super charmosa bem no alto de umas montanhas, em Carrancas. Te passo a dica =) E várias outras.
Por: ernestomm em agosto 6, 2009
às 1:43 pm
A racha!!!!! adorei! passei mal de rir aqui!
bobo!
beijos
Por: carina em agosto 19, 2009
às 2:38 pm
Tem que continuar! Tem que contar da primeira vez de Cedric com o açaí!
Por: marianamarques em agosto 21, 2009
às 10:02 pm
haha rachei da racha também. Parátimpunch
Por: Calumby em agosto 27, 2009
às 8:00 pm